domingo, 22 de maio de 2016

Após chorar muito, resolvi demonstrar um pouco dos meus sentimentos sobre uma pessoa incrível que meu tio foi.
o texto ficou um pouco extenso, porém é minha visão sobre ele.
Não sei me expressar bem em palavras, comparada a ele, sou muito pobre em questão de escrita, mas fica aqui registrado meu carinho por ele, e para todos os Garcias.


Roberto Correia Garcia, 64, foi marido, pai, trabalhador, artesão, desenhista e escritor.

Nasceu com uma doença rara na coluna, da qual os médicos disseram que ele viveria em estado vegetativo. Porém, através da fé da sua mãe Maria Celina, Roberto cresceu, andou, lutou capoeira, amou, casou e teve filhos.
Com sua vida de homem correto e cheio de fé, passou valores éticos, morais, positivos e espirituais para todos a sua volta, e também foi incentivo de força e motivação para amigos distantes que sofrem com a mesma doença.
Nos últimos anos de sua vida, foi que a doença começou a se agravar. Nesses últimos dias, piorou, sentiu muitas dores e acabou não resistindo. Por mais que ele estivesse numa condição não favorável, em momento algum deixou se abater.

Acredito que Deus o levou para evitar que sofresse muito mais, com certeza viver dependendo dos outros, não era o que ele queria.
Eu na condição de sobrinha, e na visão de amiga, estou totalmente triste. No momento deixando meu lado egoísta falar mais alto, e desejando que ainda estivesse aqui ao meu lado.
Desde pequena sempre fui muito próxima, e sempre o admirei.
Adorava passar dias em sua casa, passar tardes assistindo Discovery Channel, vendo-o narrar cada cena: “Corre veado, não está vendo que o leão vai te atacar??! Seu veado burro!” hahah
Cada comentário me arrancava risos!

Quando cresci, passávamos horas conversando sobre os mais diversos assuntos: religião, origem do universo, as mais malucas e absurdas teorias, e Ets, documentários e palestras, empreendedorismo, bijuterias, desenhos e artesanatos. Com ele aprendi muuuuita coisa! Com cada nova descoberta, um novo brilho eu tinha no olhar!
Aprendi que não devemos aceitar tudo que nos falam, temos o direito de ter nossas opiniões, e questionar, pois a vida é tão abrangente que viver limitado a apenas um pensamento, nos priva de conhecer mais além.

E uma das coisas que ele mais questionava era: “O que há depois da morte??”
Bom, essa é uma das coisas que não sei se descobriu, e se descobriu, por favor não me conte. Quero descobrir por mim mesma...

Meu tio Beto foi além de um tio, um amigo pra mim. Meu mentor, era como eu o chamava.

Tio, conselheiro, consultor, mentor, e amigo.
Tenho absoluta certeza, que todos os conselhos, conversas e puxões de orelha, ficarão guardados para sempre na minha memória e no meu coração.
Além de um imenso amor por sua esposa e filhos, Roberto hoje nos deixou nada mais que saudades e um precioso legado pra família Garcia.
Amei, amo e sempre amarei.



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